Youtube e Consumismo

Já comentei aqui que voltei a ler HQs. Esse é um hobby cíclico: comecei na adolescência, parei por muitos anos, retornei há cerca de quatro anos e, agora, retomei novamente. Sim, eu sou estranho… mas esse não é o ponto.

Venho observando que, sempre que inicio ou retomo algum interesse, passo a acompanhar canais no YouTube sobre o tema. Inevitavelmente, isso me leva a comprar coisas: HQs, filmes em mídia física, jogos, entre outros.

Até aí, tudo bem, certo? É um hobby e, felizmente, não se trata de uma compulsão. No entanto, tenho refletido sobre como esses canais podem estar contribuindo para o consumismo e quais são as razões por trás disso.

Estantes

Na maioria dos canais sobre quadrinhos, o cenário de gravação conta com uma estante ao fundo, repleta de títulos americanos, mangás, heróis e edições europeias. Nos canais de colecionismo de filmes, o padrão se repete, trocando o papel pelo plástico dos DVDs, Blu-rays e até VHS. Recentemente, descobri que esse padrão também domina o BookTok — nicho do TikTok focado em literatura.

Portanto, há um padrão estético consolidado que transmite uma mensagem subliminar:

“Você precisa ter uma estante assim” ou “Este é o objetivo a ser alcançado”.

Não digo que os influenciadores façam isso de forma proposital; talvez seja apenas um formato que se convencionou. Porém, é inevitável traçar um paralelo com os padrões de beleza: cria-se um “corpo ideal” para a coleção, e qualquer coisa diferente disso é vista como insuficiente ou errada.

Compras do mês

Outro quadro recorrente são as “Compras do Mês”, “Aquisições”, “Unboxing” ou “Bookhaul”. É bem comum ver nesses canais os youtubers exibindo dezenas de novos títulos de uma só vez.

A questão é que, muitas vezes, não sabemos se eles realmente compraram aquelas obras. Muitos recebem o material das editoras e, na minha opinião, não deixam isso claro. Usam termos como “recebemos” ou “a editora enviou”, mas raramente ouço algo direto como: “Pessoal, não paguei por este livro; é uma divulgação”.

Além disso, há o agravante de que alguns influenciadores não leem as obras que recomendam, como se vê nesses dois vídeos (1 e 2).

Grupos de promoção

Uma fonte de renda comum para esses canais são os grupos de promoção no Telegram ou WhatsApp, onde compartilham links de afiliados. Muitas vezes, a divulgação foge do nicho do canal; conheço canais de games que anunciam até produtos para bebês.

Como em qualquer link de afiliado, o influenciador ganha um percentual sobre a venda. Em outras palavras: quanto mais os inscritos compram, maior é a recompensa do influenciador.

Consumismo

Acredito que esses fatores impulsionam uma cultura de consumo em que compramos o que sequer conseguimos apreciar. O foco passa a ser comprar para ter a “estante do vídeo”, para aproveitar a promoção ou para postar na rede social. É comprar para ter, ou para mostrar que tem.

Não pretendo ser alarmista, mas convido você a refletir: esse tipo de conteúdo tem influenciado o seu comportamento de compra? Você está comprando por interesse genuíno ou apenas replicando o que vê no Youtube, TikTok e afins?

Auto-generated description: Uma pilha de brinquedos de caminhões e escavadeiras coloridos está organizada sobre um móvel.

Obra de engenharia do meu filho 🥰

Robert escreveu no seu Blog:

O que você pode fazer para prolongar sua vida útil? É muito simples. Não se limite a um nicho específico. Escreva no blog sobre o que você quiser.

Algumas postagens recebem mais atenção do que outras. Isso não importa. A única coisa que importa é que você se sinta livre ao blogar. (Tradução livre)

Atualizei a página Recomendo retirando todos os sites e blogs que suspeito que possam estar usando IA para criar conteúdos genéricos, descartáveis e sem personalidade.

A internet foi inundada pela IA

Apareceu um texto no meu Google Discovery que me chamou atenção, do site Catraca Livre. Comecei a ler, e parecia muito com texto criado por IA.

Bom, cada um com sua preferência, mas eu não gosto de consumir conteúdos feitos totalmente com IA.

Mas fiquei na dúvida. Achei, então, um site que fazia o teste de IA (foi a primeira vez que usei). O resultado indicou 0% de chance de ser IA. Porém, ainda parece muito com IA. E deixei de ler.

Então, pensei: “Mas que m&rd@! A internet está inundada por textos feitos com IA.”

A questão é que talvez o autor não tenha usado, e parece (para mim) que usou.

Recentemente, um texto recente que publiquei e mandei para um amigo, ele achou que usei IA. E não tinha usado. Nem mesmo para correção gramatical. Nada.

E também pensei: “Mas que m&rd@! Agora é preciso escrever também sem parecer IA?!”

Bom, e o que vou fazer com isso? Não posso só ficar reclamando. Por ora, infelizmente vou evitar fontes, sites, autores e Blogs que me deixam alguma dúvida se usam ou não IA.

E que m&rd@, a internet foi inundada pela IA.

Comecei a assistir ontem a série documentário “Andar na pedra - A história do Raimundos”, está excelente. Já assisti 3 dos 5 episódios da série. Em breve, quando terminar, escreverei um post sobre a série.

Mais uma entrevista legal do People and Blogs.

Em uma parte, o entrevistado diz:

Escrevo para me dar permissão para esquecer e publico para me presentear com a capacidade de lembrar. (Tradução livre)

Eu e o Gemini

Finalmente, consegui me entender com o Gemini e fazer com que ele alterasse o layout do Blog. Alterei a página Arquivo, que estava me incomodando bastante com todo o conteúdo e as categorias centralizadas. Agora está melhor.

Apesar de todo seu poder de processamento, com milhões de documentos em que ele foi treinado, e trilhões de dados, ele precisou de uma pessoa que nunca escreveu uma linha de código na vida (Eu) para identificar onde estava problema. Um trecho de sua resposta, após diversos comandos enviados anteriormente:

Você matou a charada! Esse trecho de código que você encontrou revela exatamente por que nada funcionava.

Ahhh, agora você diz isso, né… Obrigado. E fiz isso consumindo muito menos água que você 😜

My Home Hero Vol. 1 ✅

Tyler escreveu:

But Good Internet is still here. We’re still making stuff we care about and sharing that stuff on our websites. We’re making it for ourselves first, but we’re also making it for you.

This Good Internet Stuff may take effort to find. You probably won’t see it in a feed. It will not have likes and RTs. It might be months old by the time you see it. But, it’ll be here. Waiting.

Em tradução livre:

Mas a Boa Internet ainda está aqui. Continuamos criando conteúdo que nos importa e compartilhando-o em nossos sites. Criamos esse conteúdo primeiro para nós mesmos, mas também para vocês.

Pode ser que seja preciso um pouco de esforço para encontrar esse conteúdo da Boa Internet. Provavelmente você não o verá em um feed. Ele não terá curtidas nem retweets. Pode ser que ele já tenha meses quando você o encontrar. Mas ele estará aqui. Esperando.

Audioslave é muito bom 🎧

Death Note

Auto-generated description: É a capa de Death Note Black Edition, volume III, com uma ilustração em preto e branco de um personagem dentro de um círculo decorativo.

Conheci o anime Death Note por volta de 2011/2012. Lembro que foi um dos primeiros conteúdos que assisti na Netflix. Aliás, lembro de ter recebido a cartinha promocional da Netflix, que chegou na casa dos meus pais. Foi assim que fiz a primeira assinatura.

Um tanto curioso um serviço essencialmente digital ter chegado a mim de modo físico, através de uma carta.

Bom, voltando ao Death Note, inaugurei uma das minhas primeiras maratonas na Netflix. Death Note se tornou um dos melhores animes que já assisti. As batalhas mentais - e às vezes físicas - entre L e Light são excelentes, e não me lembro de ter assistido algo parecido em outros animes. Dois personagens ao mesmo tempo tão parecidos e tão diferentes.

Há cerca de dois anos, adquiri toda a coleção do mangá, em seis volumes, na edição Black Edition, pela editora JBC. Em 2025, comprei o anime completo em Blu-ray, com extras dos produtores e diretores da animação.

Há alguns dias, terminei de ler o terceiro volume do mangá e, em breve, vou para o quarto volume. Portanto, agora estou conhecendo a obra original que, pelo nível dos detalhes, é ainda melhor que a adaptação.

Acabei de criar a página Agora. Ela também contém um link para a página Finalizado

Com isso, está concluída a migração do Bear Blog.

Venho percebendo nos últimos dias que a página Notas perdeu sua utilidade. Com a migração para o Micro.blog, a página principal do Blog passou a ser uma timeline de posts.

Sendo assim, não vejo sentido em destacar uma página separada para que o usuário possa ler os micro-posts. Eles já estão evidentes na página principal. Por isso, retirei do menu de navegação a página Notas.

Mas, preferi não excluir a página, talvez ela volte a ter utilidade quando a página principal deixar de ser a timeline.

Se você tiver uma opinião diferente, por favor, entre em contato.

Intenções não programadas (INP)

Este pequeno projeto está completando 3 meses de existência. O primeiro post que publiquei foi no dia 28/12/2025.

Durante esse tempo, usei 3 plataformas diferentes: Blogger, Bear Blog e Micro.blog. Ou seja, 3 plataformas em 3 meses. Mas, não, não comecei este Blog com objetivo de testar plataformas. Foi apenas minha vontade de experimentar, uma intenção não programada.

Porém, esse não é um post sobre plataformas. É sobre blogar - essa palavra é estranha, talvez seria melhor usar “escrever”, mas seria amplo demais.

Contudo, falar sobre Blogs também não era meu objetivo. Primeiro, porque eu não tenho tantos anos assim de experiência com Blogs. Segundo, que não sou nenhum especialista ou estudioso do tema. Portanto, esse tema também foi uma intenção não programada.

Bom, você pode estar se perguntando: “Então, qual era seu objetivo?” Respondo: ser um espaço em que pudesse escrever sobre assuntos mais pessoais, e também ser um repositório de alguns textos que tinha guardado do meu outro Blog.

Pensando nesse objetivo, posso dizer que ele apenas foi parcialmente cumprido, já que eu publiquei apenas 1 ou 2 textos do outro Blog. Em outras palavras, o que me levou a criar este Blog, já virou outra coisa.

Em um determinado momento, decidi escrever de forma ainda mais livre, publicando micro-posts, como se fossem tweets. Em muitos deles, eu apenas compartilho ou comento coisas legais que li/ouvi/vivi. Mais uma vez, uma intenção não programada.

Sabe o SEO? Isso não existe aqui. Escrevo para mim e para você, uma pessoa real, que chegou neste espaço não sei como, e olha só, continua por aqui. Obrigado.

Para concluir, inicialmente comecei este texto com a ideia de falar sobre os 3 meses do Blog, ia mostrar números e minhas percepções. E, como você acabou de ler, virou isso. Adivinha? Mais uma intenção não programada.

Talvez essa seja a melhor representação atual do que é este blog: um conjunto de intenções não programadas.

Como citado na matéria da Folha, são como empresas de tabaco, que lucram com o vício e problemas de saúde de seus usuários. E a razão que utilizam para fazerem isso, é a famigerada “liberdade de expressão”.

Decisão importantíssima.

Se entendi bem, o Micro.blog mantém versões dos posts. Ao editar um que acabei de publicar, apareceram 4 versões salvas, em que posso copiar. 😃

Absolute Superman Vol. 1

Auto-generated description: Capa de uma revista em quadrinhos chamada Absolute Superman, com a ilustração de um Superman de aparência sombria e o texto O início de uma nova era!.

🚨 Alerta de Spoiler 🚨

Concluí a leitura do Absolute Superman Vol. 1.

Achei um pouco forçado a introdução de temas como a sustentabilidade, ao tentar deixar muitíssimo claro a riqueza de nosso planeta.

A Lois Lane foi colocada como agente de segurança da Lázaro, mas rapidamente já criou um laço com o Superman. Se era para deixá-la como um agente, talvez deveria explorar mais os possíveis conflitos gerados.

Parece que o roteirista não sabe o que quer para ela. Em uma página é dito que ela odeia relatórios, em outra já mostra que ela adorou o que fez.

Quando o leitor é levado a Krypton, a história se sustenta, mostrando o pai do Superman como um engenheiro de mineração e a mãe como uma mecânica.

Como eu comprei em um sebo os dois primeiros volumes, vamos ver como será a continuação. Se não melhorar bastante, já vou parar por aí.

Terminei ontem a última temporada de Stranger Things. Foi uma boa conclusão. A primeira temporada ainda é a mais surpreendente para mim. Mas todas as demais foram conduzidas com bastante coesão, e a história e os conflitos cada vez mais crescentes.

Estou com boa expectativa de como serão as novas produções dos Irmãos Duffer.

Cor X Fla - 1 X 1 Infelizmente, é preciso reconhecer que o Corinthians foi melhor. Mas o Flamengo conseguiu resistir com 1 jogador a menos (em uma expulsão que para mim foi exagerada). Aquele chute de voleio do Arrascaeta merecia entrar. Ia ser uma pintura 😅.

Tiktokzação

Não sei como as pessoas conseguem gostar de vídeos curtos em rolagem infinita, como o Tik Tok, e a tiktokzação das demais redes sociais.

Sinto que a cada troca de vídeo meu cérebro desligasse e ligasse para receber e entender um novo conteúdo. Como um interruptor ligando e desligando a cada poucos segundos, centenas de vezes.

Eu acho que nosso cérebro precisa de concentração em uma atividade, ele precisa entrar no “flow”, é assim que ele é capaz de fazer coisas incríveis. É por isso que atividades como ler um livro, escrever um texto médio/longo, pintar um quadro ou realizar uma atividade manual, são atividades benéficas para nosso cérebro.

Talvez, com o tempo, a tiktokzação vai nos deixar cada vez mais ansiosos, impacientes e incapazes de se concentrar em uma aula, uma peça de teatro ou um filme. A concentração será limitada a 15 segundos em qualquer atividade, e talvez nosso cérebro vai perder a capacidade de entrar no “flow”.

A extensão LanguageTool vai deixar de ser gratuita. É uma pena. Ela sempre foi bem útil para mim. E achei o preço salgado. Fazer o quê, agora é buscar outras alternativas.

O que um Blog deve ser, por Patrick Rhone

Patrick Rhone foi o entrevistado da semana no Pessoas e Blogs. Ele apresentou uma ideia bem legal do que um blog deve ser:

E é exatamente isso que um blog deve ser — um reflexo dos interesses e da atenção de alguém ao longo do tempo. Um reflexo de quem você é agora e de onde você veio. Blogs são organismos vivos que devem crescer no mesmo ritmo que nós. (Tradução livre)

Em uma outra parte da entrevista, o Patrick insere o link de um post dele de 2001 (via Web Archive) e lendo o post vejo que ele está definitivamente certo. É a perspectiva de alguém que está vivendo o dia seguinte ao 11 de setembro:

E não se esqueça de doar sangue nos próximos dias, se puder, mesmo que não more na costa leste.

Ainda estou atualizando os links que postei ontem (role para baixo até a postagem de ontem ). A maioria deles são relatos de testemunhas oculares que estavam presentes nos locais dos ataques terroristas, muitos com fotos. É o tipo de conteúdo que você não vê nos noticiários: pensamentos e imagens de pessoas reais que presenciaram os acontecimentos, uma perspectiva mais humana do que toda a análise e política da televisão. Embora os sites de notícias não tenham conseguido competir com a TV , a internet pessoal certamente brilhou. Se você tem um site pessoal ou se é repórter de uma emissora ou jornal, considere usar esses links em suas reportagens em vez de mais análises de comentaristas.

Fotos de satélite de Manhattan: antes e depois do ataque . (Nível do solo antes e depois )

POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR, gente, pensem antes de falar . Não assustem ainda mais seus semelhantes… e se alguém dissesse esse tipo de besteira para você? Jish, você está convidado a vir à minha casa comer alguma coisa (temos brownies!).

Por que estou migrando (temporariamente?) do Bear Blog para o Micro.blog.

Não tenho reclamações ou críticas relevantes em relação ao Bear Blog; utilizei a plataforma por cerca de 75 dias, mas, ainda assim, decidi migrar. Neste post, pretendo detalhar algumas razões da mudança e como está sendo esse processo.

Aprimorar o fluxo de publicação

Já compartilhei aqui no blog como funciona o meu fluxo de publicação. Quero neste blog ter uma escrita mais livre, sem regras rígidas de como escrever um post de blog. E também procuro ter uma frequência maior de postagens.

Para alcançar essa constância, a melhor estratégia para mim é escrever diretamente pelo celular.

No Bear Blog, como não tem aplicativo para celular, é preciso fazer diretamente pelo navegador. No meu caso, percebi que fazer isso pelo navegador não estava tão fluido. E senti falta de um aplicativo próprio.

Quando perguntei ao Herman sobre a possibilidade de ter uma aplicativo próprio, ele me respondeu dizendo que não tem planos para isso, porque é preciso lidar com outra base de dados.

Para quem não sabe, o Bear Blog é um projeto de um homem só (solo dev). Portanto, sua resposta é totalmente compreensível. Mesmo assim, essa vontade de publicar via app não deixou de existir.

Distribuição dos posts para redes sociais

Influenciado pelo conceito POSSE passei a adotar o meu Blog como minha principal rede social.

Ainda no Bear Blog, descobri o serviço Mastofeed. Ele faz a publicação automática dos posts do Blog em uma conta do Mastodon. É um serviço gratuito. Porém, essa distribuição dos posts demorava algumas horas para acontecer. E gostaria que fosse um pouco mais rápida.

A publicação seguia a regra título + link para o post. Ou seja, mesmo para os micro-posts, o usuário do Mastodon precisaria clicar no link para ler a postagem. Para esse tipo de post, apenas a transcrição do texto talvez seria suficiente.

Além disso, no futuro, gostaria de ter a possibilidade de vincular outras redes sociais.

Plataformas alternativas

Existem diversas plataformas de Blog, mas eu pensei em 3 alternativas: Blogger, Wordpress ou Micro.blog.

O Blogger eu testei por algumas semanas, tem aplicativo para celular, mas ele parece desatualizado demais, quase uma plataforma esquecida e com design ultrapassado. E teria o mesmo problema com a distribuição nas redes sociais.

O Wordpress, por outro lado, tem um caminhão de recursos. Eu nunca testei usar o Wordpress pelo celular, até então no meu outro blog eu só publicava pelo PC mesmo. E, sinceramente, até pouco tempo achei que não tinha como usar o aplicativo para o Wordpress.org, mas parece que tem.

Em relação à publicação nas redes sociais, descobri pelo canal do Vladimir Campos que tem um Plugin do Activity Pub para a publicação nas redes. Portanto, o Wordpress seria uma opção. Por outro lado, fico com a sensação que estaria dirigindo uma carreta para percorrer uma distância de 2 km.

Micro.blog

Pensando nessas alternativas, o Micro.blog parecia ser a solução mais viável. Tem um aplicativo para Android e possui uma função nativa de publicação em diversas redes sociais.

Quando criei a conta básica e vinculei ao Mastodon, vi que a distribuição dos posts para o Mastodon era praticamente instantânea. Um micro-post aparece de forma integral, como se redigido direto no aplicativo do Mastodon. Se ultrapassa um número X de caracteres, é inserido o link da postagem.

Baixei o aplicativo para celular. É simples, mas tem o essencial para publicar rapidamente, ver a timeline, as menções que recebi e descobrir postagens de outros usuários.

A propósito, hoje descobri que o aplicativo permite facilmente compartilhar trechos de páginas da web. Ao selecionar o texto e compartilhar via aplicativo, o trecho é copiado em formato citação (markdown) e com o link daquele página. Ou seja, melhora o fluxo de publicação dos micro-posts em que compartilho links e artigos interessantes que encontrei.

Por fim, o Micro.blog tem plugins que adicionam recursos ao Blog e diversos temas interessantes - aliás, tem um tema que imita/homenageia o design do Bear Blog.

Testar a migração de posts entre plataformas

Eu também gostaria de experimentar como seria a migração de posts entre plataformas, no caso do Bear Blog para o Micro.blog. Queria fazer isso antes de chegar a um número muito grande de postagens que tornasse muito difícil de fazer isso de forma manual.

E fiquei muito satisfeito com o procedimento. Primeiro, exportei as postagens do Bear Blog, que gera um arquivo .zip e depois importei esse arquivo através da funcionalidade do Micro.blog. As tags que antes estavam no Bear Blog foram transformadas em Categorias do Micro.blog.

Um possível problema foi que o Bear adotava o formato “domínio/título do post” e o Micro.blog adota o formato “domínio/ano/mês/dia/título do post”, Então, quando fiz a migração o link permanente da postagem foi alterado. Parece que tem como fazer essa alteração de forma manual dentro do Micro.blog, ou usando o Script. Mas, sinceramente, acho que vou deixar assim mesmo, e passar a adotar esse formato.

Até logo Bear

Como eu disse, não tenho grandes críticas ao Bear, Apenas busquei uma plataforma que representasse melhor minhas vontades desse momento. Talvez, em um futuro breve, eu retorno ao Bear. É uma das maravilhas dos Blogs, vou para onde quiser e levo os meus posts comigo.

Por sorte, o Herman permite acompanhar as postagens da comunidade Bear através de feeds do Discovey. Então, posso continuar acompanhando e conhecendo uma diversidade de blogs legais que aparecem por lá.

Quer comentar este post? Fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Robert escreveu no seu blog:

It’s never been a strict routine or a strategy. It’s just been a part of daily life, like going to the gym. And just like working out, writing blog posts gets a lot easier if you do it regularly.

Traduzindo livremente:

“Nunca foi uma rotina rígida ou uma estratégia. Simplesmente faz parte do dia a dia, como ir à academia. E assim como se exercitar, escrever posts para o blog fica muito mais fácil se você fizer isso regularmente.”

É um dos meus objetivos com esse blog, buscar uma regularidade de publicação, mas sem pressão.

Selo EntreBlogs 2.0